Crónicas de uma pseudo-jornalista
A vida do E da'I? anda quase tanto nas ruas da amargura como a minha. A verdade é que as últimas semanas não tem sido, de todo, fáceis a vários níveis.
Andei afogada em trabalhos e frequências e, na realidade, quando tive uns minutos não me apeteceu andar ligar ao computador.
Após as frequências vieram alguns dias de descanso e as visitas da família que proporcionam momentos que nos sabem pela vida.
Mal a família voltou para a Terceira, foi hora de voltar à carga.
Na última semana entrevistei seis pessoas, o que, como devem imaginar, não é pêra doce.
Depois das entrevistas seguem-se as longas e entediantes horas de transcrição.
Meia hora de entrevista, via telemóvel, equivale pelo menos 4 horas, sem parar, a transcrever.
Não é nada fácil, mas sempre ouvi dizer: quem corre por gosto não cansa.
Enquanto vos escrevo sinto-me esgotada mentalmente mas muito satisfeita com o resultado final de mais um reportagem fruto de muitas e muitas horas de trabalho.
A faculdade não é um mar de rosas e é impossível fazermos só que gostamos. Engolo sapos todos os dias e esgoto-me a estudar matérias que em nada contriubuirão para me tornar uma melhor jornalista.
Acreditam que quando me sento ao computador a escrever uma reportagem, ou estou a entrevistar alguém, tudo vale a pena.
